Caxias do Maranhão, outrora Aldeia de Guanarés, tribo de oito mil indígenas que habitavam as margens do Rio Itapecuru, um dos quatro principais rios do Maranhão. Após aniquilação de quase toda tribo e destruição de suas aldeias pela invasão portuguesa e espanhola, com participação dos jesuítas e as companhias de jesus, mais tarde, receberia os títulos de arraial, vila e por último de cidade.
Situada no meio Norte maranhense, área de transição entre os biomas amazônico e o atlântico, demonstra quase duzentos mil habitantes e quase trezentos anos de existência. A região onde a cidade se localiza é denominada Cocais, que é abundante em palmeiras de Babaçu e outras, como a Macaúba, Tucum e Buriti. A planta é autêntica do Brasil, principalmente nos Estados do Pará, Tocantins, Piauí e grande parte no Maranhão.
Em Caxias irrompeu a última revolta por liberdade desde os remanescentes estouros por independência, que ocorriam desde os primeiros anos de dominação territorial e exploração de povos nativos e trazidos. A guerrilha, que se deu entre 1837 à 1840, foi promovida e protagonizada inicialmente pela população pobre, como agricultores, vaqueiros, artesãos, negros africanos escravizados e indígenas que se queixavam das péssimas condições, atitudes abusivas e autoritárias de administradores provinciais.
A cidade se desenvolveu por meio de negociações comerciais, industriais e articulações políticas. Possui um Centro Histórico com arquitetura portuguesa, construída com mão de obra escravizada, o que remota a grande concentração do uso desse serviço também nas lavouras de algodão e praticamente em todo comércio local. O patrimônio caxiense faz parte do acervo de bens históricos da humanidade e suas condições e utilidades encontram-se sem perspectivas de sua manutenção.
Sidny Brito, Caxias-ma 03 de janeiro de 2021.
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