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O RATO

Sou um rato! Conheço cada canto desse quarto. Sou raro! Por isso procuro o melhor para comer. Sou apenas um entre muitos da minha espécie! Mas aproveito bastante o quanto posso ao estar vivo. Tenho odor forte que exala da tardinha até o amanhecer, anunciando com hipocrisia a minha cínica presença. Uma vez que estou pelos telhados e buracos do piso, desfilando pelas paredes, prateleiras e armários, também dentro do fogão, nos caibros e canos da pia, buscando sempre o que comer incessantemente. Às vezes, nem o puro veneno consegue dar-me fim. Mas quando um dos nossos, desta feita, não sai ileso, não lhe resta mais nada senão se deixar morrer. Em contraponto, estou Eu na história! Como um ditador autoritário e absoluto. Sou aquele que mata milhões ao redor do mundo!? Em todas as épocas, estações e temporadas. Sim, estarei lá, Eu, Rattus rattus, pela Ásia, Europa e Américas, levando a praga! Pois não sou um homem, sou um Rato!

Jantar Nordestino

  Quando a comida ficava pronta, a mamãe chamava para jantar todos os filhinhos, que vinham correndo, sorrindo e famintos para ao redor da longa mesa.   O Pai ia colocando os pratos na frente dos filhinhos, um de cada cor e tamanho.   A mãe trazia a panela, entregava para o marido, que junto dela, trazia uma colher de concha. Então cada filhinho era servido: O primeiro, olhando o prato enquanto a mãe colocava uma porção, dizia: - Oxente, mãezinha, só isso?! A mamãe seguia então com o papai servindo os demais filhinhos. E quando colocava uma concha de sopa no prato, o segundo filho dizia: - Vixe, mãe, só isso?! E o papai seguia a mamãe que continuava a servir os filhinhos. Colocando também uma concha no prato do terceiro filhinho que dizia: - Armaria, mainha! Só isso?! O papai olhava torto as criancinhas e saia atrás da mãe que ia colocando a colher grande na panela e servia o quarto filhinho, que ao receber a sua porção, falava: - Valha, mamãe?! Só i...