Sou um rato! Conheço cada canto desse quarto. Sou raro! Por isso procuro o melhor para comer. Sou apenas um entre muitos da minha espécie! Mas aproveito bastante o quanto posso ao estar vivo. Tenho odor forte que exala da tardinha até o amanhecer, anunciando com hipocrisia a minha cínica presença. Uma vez que estou pelos telhados e buracos do piso, desfilando pelas paredes, prateleiras e armários, também dentro do fogão, nos caibros e canos da pia, buscando sempre o que comer incessantemente. Às vezes, nem o puro veneno consegue dar-me fim. Mas quando um dos nossos, desta feita, não sai ileso, não lhe resta mais nada senão se deixar morrer. Em contraponto, estou Eu na história! Como um ditador autoritário e absoluto. Sou aquele que mata milhões ao redor do mundo!? Em todas as épocas, estações e temporadas. Sim, estarei lá, Eu, Rattus rattus, pela Ásia, Europa e Américas, levando a praga! Pois não sou um homem, sou um Rato!
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